Conforme trilhamos o nosso caminho nessa área de conhecimento, começamos a gostar de vinhos mais complexos, o nosso paladar fica cada vez mais apurado e exigente. Antes eu amava Bolla Valpolicella, hj eu não gosto tanto assim...
Uma amiga minha, a PO, conta que logo nas suas primeiras degustações, qdo ainda era uma jovenzinha iniciante, ela tomou um champagne chamado KRUG, que é um dos melhores champagnes do mundo e odiou... isso é muito comum, pois ela ainda não tinha maturidade suficiente para compreender aquele vinho. Mas agora ela já está crescida e mudou totalmente de idéia em relação ao Krug , né PO? Porque quem toma um champagne desses, jamais se esquece...O meu sogro gostava do tal Conde de Valmont, um vinho branco bem leve que ele comprava de monte no Pão de Açúcar, depois que levamos alguns vinhos argentinos e chilenos (bem porradas) para ele degustar, na penúltima garrafa do estoque ele veio nos perguntar se tal vinho estava estragado. Daí dissemos que o vinho era assim mesmo por causa do estilo leve e descompromissado e a resposta foi a melhor: "mas que droga, eu ainda tenho mais uma garrafa!". Ele alegou que o vinho estava aguado!
Estórias à parte os vinhos do Velho Mundo, os europeus, são diferentes pois além de terem mais tradição, mais capital e mais estoque que os vinhos do Novo Mundo, são elaborados no conceito de terroir, onde o vinho é fruto da terra de do trabalho e em hipótese alguma pode haver a intervenção do homem na Natureza.
Para alguns países há legislações muito sérias, regras para controlar os produtores e manter a tradição. Por exemplo em algumas regiões não é permitido a irrigação das parreiras, adubação, aplicação de certos produtos agratóxicos. Na fabricação do vinho o produtor não pode acidificar, chaptalizar, ou chiptalizar (o que é isso?, fica pra próxima) e em casos mais extremos nem as leveduras podem ser "criadas em laboratório". O vinho, nesse caso, é o produto da vontade de Deus... se a safra é boa a gente agradece, se a safra é ruim a gente lamenta...
É um jeito mais tradicional de se fazer o vinho, por isso os vinhos do Velho Mundo são mais complexos, elegantes e interessantes de se provar. Eles são melindrosos e revelam os seus encantos aos poucos. Alguns levam anos para estarem prontos para o consumo e só melhoram com um tempo de envelhecimento na garrafa 5, 10, 20 anos e ainda estão com os taninos presentes, desenvolvem aromas terciários e uma cor intrigante. Por lado há vinhos como o beaujolais noveau que precisa ser consumido no mesmo ano de produção.
Enfim, os dois lados da mesma moeda, mas claro que não é igual a guerra fria onde há o Bem X o Mal. Não há certo nem errado, novo mundo e velho mundo são conceitos teóricos que vão muito além das delimitações geográficas, é um estilo de produção, um estilo de vinificação e condução de um negócio.
Atualmente vemos uma convergência nos dois conceitos, produtores com mais tradição de mercado buscam novas soluções tecnológicas em equipamentos e processos e os produtores mais novos ganham mais credibilidade e tendem a produzir vinhos mais longevos e muito em breve teremos o conceito de terroir fora da Europa.
Comentários
Não se esqueça que você tem um casamento pra ir em junho... o seu!!!!
Beijos,
Max
Fico muito feliz por ver que está tudo indo bem!!!!
Mas como disse seu marido... Não vai esquecer do casório! HEHEHEHEHEHEHE... Estamos todos nos preparando para a balada!!!! Tá chegando!!!!
Espero que continue tudo bem... Cada dia melhor!!!! Que vc tenha muita sorte e sucesso!
Um beijão!
Sarah.
P.S.: O Gil já leu a postagem da harmonização???? Achei um barato! RSRSRSRSRS...
Beijos, amor, carinho, admiração e respeito!
Bia