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Mostrando postagens de setembro, 2008

Introdução para uma degustação de vinhos

Para uma degustação correta de vinhos seguimos algumas regras básicas: Ter um ambiente com boa iluminação e sem odores externos como fumaça ou outros aromas, evitar de degustar vinhos perto da cozinha, ou churrasqueira. De preferência todos sentados numa mesa para apoiar os copos, com toalha branca, ou ter alguma superfície branca para ver melhor a cor do vinho. Antes da degustação as pessoas devem evitar de fumar, usar enxaguante bucal ou mascar chicletes e de forma alguma passar perfumes fortes, ou loção pós-barba. Evitar usar baton ou gloss, pois além de manchar a taça, alguns desses produtos possuem aroma e sabor de frutas ou flores que podem atrapalhar na percepção dos aromas do vinho. É importante acompanhar os trabalhos com pão e água. O pão francês é o ideal, simples, barato, sem grande complexidade, apenas para limpar as papilas gustativas entre um vinho e outro. A água também tem essa função, além de hidratar o corpo. Se você alternar uma taça de vinho e uma taça de água não ...

Vinho bom é vinho velho???

Essa afirmação não é verdadeira, pois como já citamos anteriormente o vinho é um ser vivo, ele nasce, tem seu auge, e sua decadência. O vinho muito envelhecido corre o risco de estar estragado e pode perder as suas características organolépticas iniciais, ou pode ficar oxidado com aromas indesejáveis. O tempo médio de vida de um vinho comum é de 1 a 5 anos, apenas uma porcentagem muito pequena (estima-se 5%) pode ter uma vida mais longa de 10 a 50 anos. Esse tempo de vida está diretamente relacionado à qualidade do vinho, seu tipo de uva, seu modo de produção e principalmente ao modo de como as garrafas são armazenadas. O vinho terá a sua vida prolongada se a garrafa ficar armazenada numa adega climatizada com controle de umidade e temperatura. Se a garrafa ficar na cozinha de casa, exposta à luz e ao calor o vinho morre mais rápido. O vinho não possui validade indeterminada como está escrito em alguns rótulos vendidos aqui no Brasil. Aqui a validade de um produto está relacionada à se...

Alguns terroirs no Velho Mundo

São os países com muita tradição na produção de vinho, as vinícolas são muito antigas e muito tradicionais estão no mercado há séculos, estão classificadas sob o conceito de terroir, onde há muita intervenção do homem nas vinhas (enxertos, podas verdes, sistema de condução), mas não há intervenção alguma no terreno, solo e clima. Associa-se terroir com a natureza da terra: se é calcária, argilosa, arenosa, se tem pedras, pedregulhos ou, ainda, se é mais ou menos permeável... são fatores que favorecerão ou não a obtenção de uvas de qualidade para a produção de vinhos. É o vinho que “Deus faz”. Os vinhos originados de certos terroirs têm uma identidade única, são inconfundíveis por degustadores mais experientes, pois nessas regiões há uma série de leis e regras de como o vinho pode ou deve ser produzido. Rendimento do vinhedo, irrigação, adubação, técnicas de vinificação, tamanho de barrica, tempo de amadurecimento, na barrica e na cantina. O preço dos vinhos também é mais elevado, devid...

As uvas viníferas

Para ilustrar a diferença entre as uvas eu vou começar com as maçãs?!?!? Todo mundo conhece maçã, certo? A maçã argentina é grandona com casca fina e vermelha (da bruxa da branca de neve!) qdo a gente morde esfarela na boca; a fuji, japa, tem a casca mais grossa e meio esverdeada e é bem azedinha, a nacional é média com casca fina, vermelha e mais doce.... Com as uvas acontece a mesma coisa, uma é grande com casca fina, a outra é pequena com casca grossa, uma tem a polpa escurinha, a outra é branca doce... a grande diferença entre elas é que uns tipos podem fazer vinhos finos e outro tipo não. A uva de mesa, boa para se comer se chama vitis labrusca . Claro que se pode fazer vinho com ela, na verdade pode-se fazer vinho com qualquer uva, mas daí não podemos chamar de vinho fino, os vinhos de beira de estrada, os vinhos de garrafão geralmente são feitos com uvas dessa família. Essa uvas deixam o vinho foxado (de fox, raposa em inglês). E são proibídas na fabricação de vinhos finos por l...

Um pouco de história

Alguns historiadores acreditam que a bebida era consumida desde 6000-7000 a.C. mas os primeiros registros escritos que foram encontrados eram da época do Egito Antigo, em que o vinho era a bebida dos Faráos, por volta de 4000 a.C. Os cretenses levaram o vinho do Egito para a Grécia e essa foi a civilização que difundiu a sua cultura nos dois milênios posteriores. Dionísio era o deus grego protetor das parreiras e do vinho. As videiras chegaram na península itálica por volta do séc. 1 a.C., trazidas pelos gregos. Inicialmente foram inseridas no sul que posteriormente foi chamado de Enotria no séc 3 a.C. Os romanos levaram a cultura do vinho para todo o Mediterrâneo e a Europa Central na figura de Baco. Nos séculos seguintes as produções atingiram a Alemanha, a Áustria, o sul da França e Espanha. Com o fim do Império Romano houve uma estagnação na produção devido ao domínio dos árabes na península ibérica e as constantes invasões dos povos nórdicos. O comércio e produção só voltaram com ...