São os países com muita tradição na produção de vinho, as vinícolas são muito antigas e muito tradicionais estão no mercado há séculos, estão classificadas sob o conceito de terroir, onde há muita intervenção do homem nas vinhas (enxertos, podas verdes, sistema de condução), mas não há intervenção alguma no terreno, solo e clima. Associa-se terroir com a natureza da terra: se é calcária, argilosa, arenosa, se tem pedras, pedregulhos ou, ainda, se é mais ou menos permeável... são fatores que favorecerão ou não a obtenção de uvas de qualidade para a produção de vinhos. É o vinho que “Deus faz”.
Os vinhos originados de certos terroirs têm uma identidade única, são inconfundíveis por degustadores mais experientes, pois nessas regiões há uma série de leis e regras de como o vinho pode ou deve ser produzido. Rendimento do vinhedo, irrigação, adubação, técnicas de vinificação, tamanho de barrica, tempo de amadurecimento, na barrica e na cantina.
O preço dos vinhos também é mais elevado, devido ao uso da mão-de-obra e pagamento de encargos sociais. Em muitas vinícolas as colheitas são manuais sem o uso das máquinas, em Champagne, por exemplo, a viragem das garrafas de champagne no método champenoise é feita manualmente, duas vezes por dia, 1/8 de volta para a direita e 1/8 de volta para a esquerda, já na Austrália já se usam máquinas com timer.
Cada país tem uma classificação própria para os vinhos, mas todos eles possuem uma espécie de selo de qualidade com regras muito severas e é sempre bom prestar atenção nessas denominações quando for comprar um vinho de certa região. Esses selos não necessariamente indicam qualidade, e sim procedência, a qualidade está diretamente relacionada ao produtor. Por isso é necessário um conhecimento um pouco maior ao se comprar os vinhos do Velho Mundo.
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