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Senta, que lá vem a história...

O vinho tem corpo e alma, muitos autores usam adjetivos e o descrevem como se fosse uma pessoa: doce, chato, amável, magro, gordo, longo, curto, árido, bruto, austero, severo, agressivo, elegante, delicado, maduro, jovem, firme, rude, áspero, amargo. Além disso, ele pode ter vivacidade, feminilidade, masculinidade, delicadeza, aspereza, agressividade, longevidade, potência, austeridade... enfim, heresias a parte podemos dizer que:
“O vinho está em constante estado de evolução, numa palavra: está vivo, ganhando complexidade e assim vai, até chegar ao auge, então inicia seu invariável e inevitável declínio”
Sideways, entre umas e outras (Fox Pictures, 2004)
Há uma grande diferença entre degustar um vinho e beber um vinho, na minha lista de vinhos inesquecíveis há um espumante francês blanc de blanc comprado no supermercado. Bebemos na minha festa de noivado, naquelas taças de cristal antigas de boca aberta e cheia de rococós desenhados por fora, taças que a minha mãe ganhou no casamento dela e que eu e meu irmão passamos horas na noite anterior lavando para tirar o pó, pois nunca haviam sido usadas antes, o espumante estava uma delícia!!! Regras e técnicas a parte, o vinho tem muito a ver com a ocasião e a companhia...

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