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Langhorne Crossing 2004

Olá pessoal,
Feliz dia da mentira!!!!
Eu fui encarregada de escolher o vinho do mês de abril e confesso que isso deu mais trabalho do que eu imaginei. Como vcs sabem eu sou a maior defensora dos vinhos nacionais e eu queria que todos provassem um vinho diferente de uma bodega pequena, mas é uma novela mexicana!!!
Eu odeio todos essas siglas de impostos IPI, ICMS, PIS, COFINS... resumindo, um vinho que poderia ser vendido a R$26,00 é vendido a R$38,00 fora a taxa de entrega que é mais R$26,00 (sedex). A minha idéia de sugerir um vinho nacional com possibilidade de enviá-lo a todos foi por água abaixo.
Enfim ,eu escolhi um vinho diferente comprado no Pão de Açúcar, Fabiana do Escrivinhos eu lhe peço desculpas, pois eu não sabia que vc já degustou esse vinho.
O vinhos é da região de Langhorne Creek, sul da Austrália, uma das regiões mais antigas produtoras de vinho, desde 1860 e é irrigada pelo rio Bremer. Essa região possui uma particularidade, o rio irriga as plantações através de inundações no inverno, como no Antigo Egito, essa eu tirei do fundo do baú!!!
O clima é frio e relativamente seco, com solo de aluvião e com grande influência do Lago Alexandria que propicia condições perfeitas para a produção de uvas com características intensas. As sepas mais plantadas: Cabernet Sauvignon , Shiraz e Chardonnay.
Um blend de Shiraz (61%) e Cabernet Sauvignon (39%) ele reflete perfeitamente o que é a região. Já é um vinho de 5 anos e ainda apresenta um último suspiro de reflexos violáceos, de tingir a taça, fator impressionante, provavelmente devido ao seu fechamento ser de screw-cap (rosca de metal) que garante uma ótima atmosfera para conservação.
No nariz frutas vermelhas e coco (cereja), devido as 18 meses de carvalho americano, uma intensidade mediana, mas uma alta persistência.
Na boca a surpresa, os taninos macios e ainda vivos, claro que a carga tânica provavelmente está reduzida se compararmos com o vinho mais jovem, mas é um senhor de 5 anos, eu esperaria muito menos.
O fabricante sugere o consumo de 2-3 anos, o que discordo, pois o vinho ainda está bom bom para o consumo e para a minha surpresa eu gostei bastante, faz muito o meu estilo de vinho, mais elegante e discreto.
Enfim, espero que vcs tenham gostado da minha escolha e sugestão de harmonização, queijos chèvre com azeite e torradinha de pãozinho sueco.
Beijocas
Ivi

Comentários

Administrador disse…
Ivi, acabo de ler seu comentário e parece que tivemos percepções bem próximas. Concordo com você a respeito da "boa forma" do vinho. Ele não parece estar em franca decadência, como a própria vinícola sugere.
Boa indicação.
Na próxima, espero que consiga indicar um vinho brasileiro, que também têm minha preferência.
Saúde!
Iví K. Amárál disse…
Obrigada! Eu acho que o Brasil vai ter que evoluir muito com relação aos impostos e a distribuição de vinhos, é uma droga o transporte ser mais caro que o próprio produto!!! Mas espero que isso se resolva.
Bjos
Diário de Baco disse…
Oi Ivania...

Nao se se leu meu post, mas fiquei P da vida com o azar que dei. Justamente eu que adoro um vinho astraliano e estava na maior expectativa de provar sua indicação.

De qq forma mesmo debaixo daquela oxidação toda, deu pra perceber que era um vinho muito gostoso.

Mas fazer o quê. Coisas da vida.

Abs!
Alexandre
www.diariodebaco.com.br
Iví K. Amárál disse…
Oi Alexandre,

Que azar... o que pode ter acontecido é que a tampa deve ter sofrido alguma colisão e assim comprometido a vedação, pq vinhos de screw cap, geralmente, não oxidam assim tão fácil.
Ou outra hipótese que acabei de pensar é o calor... se o vinho sofreu um abuso mto grande de temperatura ele degrada e oxida, daí independe do tipo de tampa. E pode ser o Pão de Açúcar ou a própria importadora... nunca se sabe.
Mas não desista desse produtor,eu gosto muito e essa região produz vinhos muito "algres".
Bjos

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